Compositor: Narciso Lara Marquez
Voa exausto sob uma cruz
Rosa amarga, fiel pulcritude
Agora desejaria poder encerrar o tempo num baú
Que isto não aconteça
E guarda-te da morte
Eu me nego a deixar que sejas o mártir dos seus desejos!
Eu sou o que chora no umbral
O que geme em solidão
O que nunca mais terá os abraços
Nem as carícias
Que tudo fique bem
Perdoa o meu rancor
Mas é tão árduo reprimir
O que me diz o coração
Vejo a tua face, vislumbra-me!
Pérola clara que emana sede
A areia incomoda
A festra se torna imensidão
Amarrada a alma
A fúria condensa mais a tua fé
Volta, céu, aos braços da tua triste mãe!
Eu sou o que chora no umbral
O que geme em solidão
O que nunca mais terá os abraços
Nem as carícias
Que tudo fique bem
Perdoa o meu rancor
Mas é tão árduo reprimir
O que me diz o coração